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terça-feira, 6 de setembro de 2016

A Verdadeira Origem do Natal

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Hoje em dia, sempre que se fala do Natal é quase sempre na sua versão do Catolicismo. Contudo as origens desta celebração estão muito para além do que hoje realmente se festeja.

Esta celebração, em que os católicos celebram o nascimento de Cristo, surgiu muito antes do seu nascimento.

http://4.bp.blogspot.com/-jtsJzzVwIvs/VJGu09I6HrI/AAAAAAAAAR4/PxT_mLDLMMo/s1600/sol%2Binvictus.jpgEsta celebração tem origem na festividade pagã em honra do sol (deus sol invencível) que coincidia com a altura do Solstício de Inverno. Ora, depois do nascimento de Cristo, durante aproximadamente 3 séculos o Natal ainda não era celebrado pelos cristãos.


Nessa altura, como se tentavam converter os pagãos ao cristianismo, um papa decidiu instituir o Natal como celebração cristã em 354 d.C. como o nascimento de Cristo. E foi aí que o Natal começou a ser celebrado pelos cristãos na sua vertente cristianizada, e perdura até aos dias de hoje.

A antiga celebração pagã era realizada por volta de 17 a 22 de Dezembro (coincidente com o solstício de Inverno como referido anteriormente), e portanto a data de 25 de Dezembro estava próxima o suficiente para ser adoptada na sua versão cristã.
 Apesar de os católicos alegarem que o dia 25 é o dia em que Cristo nasceu, isso está longe de ser verdade, como provado por vários textos divulgados em todo o mundo.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbaQYC5oiHLTzAqc-B72-DGk_0UCOzkIRVKt8u0Efo2OQEhFGVDmWh4BZozrEgE9WQmleU6OSvVfI8jpSG78E6hKayrnrpPHrHeanwAMzqv0u7izXGi-CCq00_pwH9GuVOSxS0HKpuafA/s1600/saturnalia.jpg
Vale a pena lembrar que a maioria das festividades cristãs têm a sua verdadeira origem no paganismo pré-cristão e que foram introduzidas no cristianismo numa tentativa de conversão dos pagãos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Stonehenge



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Se existe lugar profundamente associado ao espírito pagão, esse local terá de ser, inevitavelmente, o círculo de pedras de Stonehenge (“pedras suspensas”), localizado na planície de Salisbury, no sudoeste de Inglaterra.
John Aubrey (1626-1697) foi o primeiro historiador a encontrar Stonehenge e, na altura, catalogou umas cavidades que encontrou no chão do templo, que só foram escavadas no séc. XX e às quais atribuíram o nome de Aubrey holes (buracos de Aubrey), em sua memória.
https://theheritagetrust.files.wordpress.com/2012/10/john-aubrey-1626-1697.jpgContudo foi o clérigo Henry de Huntingdon, muito antes de Aubrey, que citou pela primeira vez Stonehenge como uma incógnita histórica quando escreveu o seu livro sobre a história de Inglaterra por volta de 1130.

William Stukeley, nascido nos finais do séc. XVII, foi dos primeiros investigadores a tirar conclusões sobre este local. Foi ele o autor de alguns dos mais antigos desenhos de Stonehenge, e com base nas suas escavações afirmou que este monumento não era de origem romana ou anglo-saxónica, mas sim celta! Nessa época, era atribuída uma origem “celta” a todos os monumentos encontrados que não eram romanos, pois faltava a esses estudiosos uma cronologia histórica, inexistente então. Infelizmente, este tipo de erros sobreviveu durante muito tempo no imaginário coletivo e muitos foram os que continuaram a acreditar que Stonehenge tinha sido construído pelos celtas, e até mesmo pelos druidas! O trabalho destes dois pesquisadores foi, ainda assim, extremamente importante no seu tempo, e ainda hoje são considerados os fundadores do druidismo moderno.
 http://www.bestvaluetours.co.uk/images/products/pt/xl-p-811-Stonehenge-summer-solstice-sunrise.jpg
Recentemente, em 1965, um astrónomo norte-americano, Gerard Hawkins, descobriu que a partir do alinhamento de alguns pontos do monumento era possível saber quando aconteceriam eclipses, o que reforça ainda mais a ideia de que Stonehenge era um monumento de culto.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/67/Stonehenge_render.jpg
Existe uma lenda do séc. XII, divulgada por Geoffrey de Mounmouth, que afirma que as altas lajes usadas na construção de Stonehenge foram trazidas pelo druida Merlim das planícies da Irlanda aquando da sua construção. Stonehenge, como hoje é sabido, é uma construção que remonta ao Neolítico e terá tido profundas reutilizações desde então.  É bastante plausível que este local tenha servido de templo para os antigos druidas, tendo em conta a ocupação da área envolvente. Foram encontrados artefactos que chegam ao período romano e medieval, o que comprova a sua recorrente utilização. Crê-se que a ocupação do local remonta ao Mesolítico, teoria atestada pelos buracos de implantação de postes aí encontrados. A estrutura foi sendo amplamente modificada e aumentada, e as sucessivas vagas de implantação foram decorrendo ao longo de milhares de anos. Pode-se afirmar que a primeira estrutura terá sido erguida em 8000 a.C. e a sua construção não terá estagnado até 1600 a.C. 
http://www.thetimes.co.uk/tto/multimedia/archive/00245/99928853_Stonehenge_245423c.jpg

As fases de construção deste imponente monumento serão alvo de um outro artigo neste blog.

Adaptado de “Mandrágora – O Almanaque Pagão 2011”, 1ª edição, 2010, Sintra – Portugal, Ed. Zéfiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Notícia - Absurdos em nome do Paganismo

A 22/06/2016 foi publicada a seguinte notícia que ilustra bem o que acontece quando o paganismo "cai nas mentes erradas".

Os Gregos estão a voltar ao paganismo (e a vandalizar igrejas no entretanto)

Está a aumentar o número de gregos que regressam ao paganismo e à adoração dos antigos deuses. Entretanto, foram culpados de vandalizar igrejas ortodoxas com fezes.
De rituais aos antigos deuses como Apolo ou Hera até declamações de poemas antigos sobre heróis mitológicos, grupos como a comunidade religiosa Labrys ou o Conselho Supremo dos Helenos Étnicos, tem como objectivo restabelecer o politeísmo e a tradição étnica dos tempos antigos na Grécia moderna.
Recentemente, “os seguidores de Zeus” foram acusados de vandalizar uma igreja ortodoxa na ilha de Creta, manchando com fezes todas as figuras religiosas que encontraram. Mas este incidente está longe de ser isolado.
Um pouco por toda a Grécia, igrejas católicas e ortodoxas têm sido atacadas ou vandalizadas – alegadamente por seguidores dos deuses da antiguidade. O motivo é o mesmo que motivou a vaga de igrejas queimadas na Noruega à uns anos:
Os primeiros cristãos escolheram construir as suas igrejas precisamente nas ruínas de locais de culto aos antigos deuses (algo que também aconteceu em Portugal) e à boa maneira católica, forçaram tais povos a uma conversão pela violência.
Ora, estes pagãos modernos estarão desta forma ajustar contas e a relembrar que querem os católicos e os ortodoxos o mais longe possível.
No meio desta loucura toda, tenho é pena que não voltemos a vestir como na altura. As meninas, então, vestiam muitíssimo melhor do que hoje não achas?
Bom, mas ironias complicadas de perceber por quem não leu muito sobre mitologia galaica à parte, a coisa está mesmo a crescer e reúne cada vez mais adeptos. Desde que não violem crianças, por mim tudo bem. Também só feiras medievais cansa.
Fonte:http://umhomemzangado.com/2016/06/os-gregos-estao-voltar-ao-paganismo/#comment-22380

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Celebrações de Origem Pagã - A Festa da Espiga

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Mais uma vez dedico um artigo do blog à desmistificação de uma das festas, hoje em dia católicas, mas com origem profundamente pagã. A festa da espiga, celebrada em Maio.

Para mim esta é um dos rituais católicos em que o simbolismo pagão está mesmo à vista de todos, contudo, a sua origem não é do conhecimento geral.

Na tradição católica este dia é o Dia da Ascenção que supostamente celebra a ascenção de Jesus ao Céu. O que é estranho é ser celebrado com uma festa de colheitas. Sim, a festa da espiga, celebra a colheita dos primeiros frutos e alimentos da terra.
http://photos1.blogger.com/blogger/8124/2523/320/IMAG0152.jpg
A tradição manda que se colham espigas de trigo, malmequeres, papoilas, ramos de oliveira  e videira que serão juntos num ramo a ser colocado por trás da porta de casa. O objetivo será que não falte o pão, nem o alimento, até ao ano seguinte, altura em que o ramo será substituído por um novo.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjige8wJUpjbxxolbKR2SwyYAAZzpRnOaIHTrA1gc077QVQKrsNl3FtqzZeNOKI3WqcScLnPfgm5ihKvaBfPQFrL-OODtc0rxNw0_nUjjHJFtaCTm9NheNSIcpoUJT9kK_4Y3zd9y3bONI/s1600/Espiga-2_01%5B1%5D.jpg
O simbolismo é profundamente pagão veja-se:

Espiga de trigo - simboliza os grãos que fazem o pão
Oliveira - simboliza o azeite
Videira - simboliza o vinho
Alecrim - erva dos campos, extremamente perfumada, para atrair saúde
Malmequeres - simbolizam a prosperidade
Papoilas - simbolizam a vida e o amor pela sua cor vermelha

Ainda há dúvida da origem pagã desta festa?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Solstício de Verão em Stonehenge

A maior festa pagã do mundo decorre no mítico monumento Stonehenge em Inglaterra no solstício de Verão.

Contudo, por trás da origem, significado e filosofia pagã existem alguns assuntos controversos: como por exemplo ter de pagar para orar.

Encontrei este vídeo na internet que ilustra o que se perde da tradição pagã à custa da ganância dos estados.

O vídeo é da Festa de Solstício de Verão em Stonehenge em 2016, este ano.


sábado, 20 de agosto de 2016

Festival do Endovélico em Portugal


É de louvar a iniciativa da câmara Municipal do Alandroal. Esta câmara tem realizado o Festival Terras do Endovélico com uma componente pagã apreciável. É de resto uma das poucas, senão mesmo a única, iniciativa deste género em Portugal.

Este festival realiza-se em Julho e integra a religião Wicca Celtibera, reconhecida oficialmente como religião em Portugal em 2012 mas ainda assim caída no esquecimento. Por estar bem perto fisicamente da vizinha Espanha, este festival recebe participantes de toda a Península Ibérica.

Fica o link para ficar a saber mais sobre a iniciativa https://wiccaceltibera.wordpress.com/2016/07/20/alandroal-2016-festival-terras-do-endovelico/

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Magia Lunar – LUA CRESCENTE


O quarto crecente (quando a lua se encontra em forma de "D") aproxima-se e com ele, muitos pagãos realizam os seus rituais e celebram o Esbat dsta fase lunar.
Apesar de a fase da lua não ser algo imprecndível para a realização de determinada magia ou ritual, a realidade é que cada fase lunar fornece poder adicional à magia de acordo com a sua fase.

A lua crescente é a altura certa para a realização de rituais que têm objetivos positivos. Como os de atrair o sucesso, mudanças positivas e os rituais relacionados com o desejo sexual e sexualidade feminina

Nos campos esta é a fase em que os agricultores realizam as sementeiras, já que o objetivo da sementeira é o sucesso e a abundância e de certa forma está relacionado com o facto de a lua estar a crescer. Se a Lua cresce então as sementes irão também germinar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Magia Lunar


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Um aspeto muito importante e que quase sempre é tido em conta na prática da magia são as fases da lua.
Desde os primórdios da humanidade que os povos ancestrais se guiavam pelas fases da lua, sendo ela o “relógio” que regulava o ciclo da vida, desde a fertilidade às colheitas. Se os bruxos veneram a Natureza, e de certa forma, a lua também faz parte dela, então é algo a ter em conta.
A fase da lua em que se pratica determinado ritual pode influenciar o nosso objetivo, sendo que para cada fase há um grupo de rituais apropriado.

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As fases lunares estabelecem um ciclo de 28 dias que se repete 13 vezes por cada ano civil. A primeira fase é a Lua Nova, ou Negra (quando se apresenta totalmente oculta), de seguida ela cresce até ficar em Lua Crescente, passada esta fase cresce ainda mais até ficar em Lua Cheia (quando se apresenta totalmente visível). Depois de encher, decresce, ficando em Lua Minguante (apresenta-se em forma de “C”) retornando a Lua Nova. Aí começa de novo o ciclo..

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Lammas ou Lughnasad



Esta madrugada e durante o dia de hoje, muitos pagãos , onde se incluem os wiccanos, celebre o Lammas.
Este é um festival de origem celta que celebra a primeira de três colheitas celebradas ao longo do ano. O nome Lammas significa "massa do pão" que simboliza o alimento que é feito a partir dos grãos da colheita.

É tempo para a agradecer o que a terra deu, sobretudo milho e trigo com os quais são feitos bonecos de palha. Estes têm um simbolismo de proteção e serão queimados na fogeuira do festival do ano seguinte.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Celebrações de Origem Pagã - Tabuleiros de Tomar



São muitas as festas e festejos que decorrem atualmente, muitas até com o apoio da igreja, mas cuja sua origem é na realidade pagã.
https://gerardoonline.files.wordpress.com/2010/09/ceres.gif
Um desses exemplos, é a festa dos tabuleiros de Tomar, intimamente ligada às celebrações das colheitas nos tempos ancestrais e que foi "adoptada" pela igreja. A deusa venerada nos festivais pagãos era a deusa romana Ceres, denominada de Deméter pelos Gregos, que simbolizava a Terra e a fecundidade e desta forma as colheitas daquilo que a terra dava.
Curiosamente, o dia de veneração à Deusa Ceres coincide com o dia do festival Wiccano Sabbat Lammas, realizado a 1 de Agosto, festival esse que celebra também as colheitas.

Aqui o excerto de uma notícia da RTP onde é explicada a origem deste cortejo.

"Os atuais festejos, que fazem de Tomar a sua cidade berço, remontam às arcaicas 'festas do imperador', e foram instituídos pelo Rei D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, no quadro do culto do Espírito Santo.

Mas as suas origens serão pagãs. Segundo alguns investigadores, a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres. Uma prática ancestral de entrega das primícias das colheitas à deusa Ceres e de celebração da fertilidade da terra.

Nos dias de hoje, centenas de pessoas continuam a recriar esses tempos, mantendo viva uma tradição que o tempo não esqueceu e que as gentes nabantinas querem perdurar."
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"Esta tradição é uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal.

A conversão desta festa para o cristianismo presume-se ter sido feita pela Rainha Santa Isabel, durante o século XIV, que lançou as bases do que seria a Congregação do Espírito Santo. Um movimento de solidariedade cristã que, em muitos lugares do reino, absorveu as primitivas festas pagãs.

O ponto alto destas festividades juntava ricos e pobres sem qualquer distinção e ocorria no “domingo de Pentecostes”, dia em que as línguas de fogo desceram sobre os Apóstolos.
http://viagens.decaras.com/wp-content/uploads/2011/06/tomar-tabuleiros-det.jpg
 "Os "Tabuleiros" seriam as dádivas dos mais ricos, com oferendas de pão e cereais, para posterior repasto dos mais pobres, num gesto de partilha fraterna e símbolo da distribuição dos dons do Espírito Santo e da abundância de Deus." 

Poderá  consultar a noticia na íntegra aqui.